INTRODUÇÃO

Description
INTRODUÇÃO

Please download to get full document.

View again

of 8
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Information
Category:

Zoology

Publish on:

Views: 0 | Pages: 8

Extension: PDF | Download: 0

Share
Tags
Transcript
   INTRODUÇÃO Esta atividade prática supervisionada  –  ATPS tem o objetivo de compreender a importância das Ciências Sociais para a sociedade, uma vez que tal ciência estuda a vida dos indivíduos em sociedade  —  sua srcem, desenvolvimento, organização, grupos sociais e cultura, além de investigar as relações entre os sujeitos e seu coletivo.  Ao gestor, é importante saber interpretar os problemas e refletir sobre os processos de transformação dessas relações sociais. O capítulo 1 abordará a compreensão das definições de cultura, indivíduo e sociedade, bem como uma reflexão e problematização das concepções da Sociologia no cotidiano, permitindo ao grupo refletir sobre os conceitos e propor soluções para os problemas visualizados. O capítulo 2 abordará os aspectos sociais, políticos, históricos e culturais das Ciências Sociais, bem como problematize a questão da estrutura social e de seu controle. Para atingir esse objetivo, há um estudo crítico sobre o filme A classe operária vai ao paraíso, do diretor Elio Petri. O capítulo 3 analisará situações cotidianas de desigualdade social, ao relacionar tais fatores com os fundamentos sociológicos por meio da reflexão crítica dos famosos filmes Ilha das Flores e Bumbando, bem como de imagens de situações de desigualdade social. O capítulo 4 buscará evidenciar a reflexão do grupo acerca de situações cotidianas de exploração do meio ambiente, relacionando esses fatores com os fundamentos sociológicos. Por fim, no capítulo destinado às considerações finais, têm-se as impressões do grupo considerações, reflexões e aprendizados obtidos ao longo das etapas das atividades. CONCEPÇÕES DA SOCIOLOGIA NO COTIDIANO CULTURA, INDIVÍDUO E SOCIEDADE  A cultura é o diferencial entre o homem e o animal, pois ao nascer o ser humano já se encontra dentro de um sistema social criado através de gerações já existente e que é assimilado por meio de inter-relações sociais, uma vez que a sociedade é formada por indivíduos. Esta é formada por inter-relacionamento, ou seja, indivíduos que procuram se entender e se adaptar aos movimentos intencionais e futuros de outros, por consequente, o ser humano se desenvolve por meio dessas relações, possuindo comportamentos pré-programados, se controlando pela autoinstrução falada e planejando e controlando sua atividade e de outros, através de representações mentais. Culturas, indivíduo e atividade. Nas décadas de 60/70 a cultura era vista como separada da mente, o mental era concebido como um processador interno de alguma coisa que poderia ser pensamento abstrato. Nessa época, também se passou a estudar o efeito da escolaridade e tipos de escrita em uma determinada sociedade. Foi então um período de transição em que cultura e cognição já não são vistas como meras variantes externas. Posteriormente passou-se para a segunda concepção que afirma que a mente está  inserida nas práticas e atividades de um grupo cultural, foi então importante estudar prestar atenção às práticas locais para estudar cognição. A escola histórico-cultural já valorizava a cultura como práticas coletivas e normativas. Portanto, essa concepção acredita que o que ocorre no plano interpessoal passa para o plano intrapessoal, Isto é a criança internaliza o que aprende nas relações interpessoais. Os humanos se compõem de relações, onde são sujeitos ativos e colaboradores de um processo cultural em formação através do tempo. A Psicologia Cultural teve inicio no século XVII com Vico, sendo pouco trabalhada na América Latina.  A teoria histórico-cultural leva em consideração a emoção e o contexto onde as atividades ocorrem sendo a mente um produto resultante da inter-relação entre as pessoas, revelando-se pelas atividades humanas na cultura. Viver com pessoas é muito difícil, ainda mais quando as regras e relações de puder entre eles têm divergências. Segundo Geertz, ―cultura não é redutível ao fenômeno mental nem a meros padrões de comportamento e de desejos exclusivamente individuais. O que importa é estudar esses processos em estruturas de significados formadas publicamente‖ Ou seja, as pessoas são criadas dentro de instituições, podendo coletivamente mudá-las, assim como é por elas alterado.  A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA REALIDADE Segundo o autor nessa obra é mostrar que a realidade do senso comum pode ser influenciada pelo mercado de idéias.  A obra mostra a realidade o que constitui a realidade cotidiana do mundo. Segundo o autor, para entender a realidade da vida cotidiana é necessário ter ciência de que a filosofia é inerente a essa construção. O mundo da vida cotidiana não é apenas uma garantia dada pelos membros da sociedade, mas também surgem de aspectos particulares como pensamentos e ações. O autor entende que a melhor técnica de para atender a natureza dessa realidade é a fenomenologia, já que essa se constitui como uma técnica descritiva empírica, mas não cientifica do ponto de vista de ciência empírica. O autor diz que as coisas ganham significados por meio da linguagem, a linguagem delimita as coordenadas da minha vida e enche os objetos de significados.  A realidade é uma construção de uma cadeia de sintetizastes que surgem da idéia de alguém. A realidade é uma construção material da idéia de alguém. Por exemplo, alguém imaginou um carro, fez com que isso saísse da mente e materializou e a partir dessa materialização eu posso afirmar que o carro existe objetivamente por que eu posso senti-lo empiricamente.  A realidade cotidiana é controlada por variáveis que são tempo e espaço e isso mostra que a vida cotidiana é abandonada por diversos graus de proximidade de objetos. Ela muda de acordo com tempo e espaço, o que era ontem amanha será outra coisa por conta dessas variáveis.  A realidade surge da relação com o outro, é impossível construir minha realidade sem ter contato com os outros, deve-se saber que esses outros têm uma referencia da realidade diferente da minha, pois o meu ―aqui é lá para ele‖, mas de qualquer modo sei que vivo com eles em um mundo comum repleto de significados.  A realidade cotidiana é sempre partilhada e o mundo mais coerente é a interação que  ocorre frente a frente, lembre-se que a realidade objetiva esta muito ligada com o corpóreo que envolve meu corpo, pois nesse contexto há uma realidade que podemos modificar. Segundo o autor, a subjetividade do outro, eu só tenho acesso por meio de um numero de indicadores corporais ou descritivos e até mesmo por meio de objetos que representam a representação da subjetividade do outro. Por exemplo, se eu vejo um sorriso, percebo que a outra esta feliz, a felicidade é algo subjetivo, se vejo lagrimas percebo outra subjetividade do outro. Ou se eu vejo no escritório de um advogado uma cadeira super confortável, imagina que esse advogado goste de conforto, sei disso por meio dos indicadores. Sendo assim, sempre estou rodeado de objetos que indicam as subjetividades dos outros mesmo quando não os conheço bem ou se nunca tive contato com eles. Pois todo e qualquer objeto é dotado de marcos da produção humana.  A sociologia do conhecimento é o estudo da construção social da realidade. Compreender os fatos sociais na sua vertente objetiva e subjetiva constitui o propósito da investigação da maneira pela qual uma determinada realidade é construída.  A ESTRUTURA SOCIAL E SEU CONTROLE 1  A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO  –  REFLEXÃO DO FILME O filme A classe operária vai ao paraíso nos mostra a história de Lulu Massa, um homem de pouco mais de trinta anos, separado de sua primeira esposa e pai de um menino, vive com uma cabeleireira e seu filho em um difícil relacionamento. É a partir da relação com a mulher que Lulu apresenta outra ordem de conflitos, de ordem familiar. A mulher reclama da falta de libido de Lulu: ―Um dia é a úlcera, no outro, dor de cabeça, em outro, dor nas costas‖, é um operário consumido pelo capital e cujo trabalho estranhado consome sua vida desde sua mocidade. A fábrica adota sistema de quotas (metas) que intensifica a produção, forçando aos trabalhadores a uma carga-horária de trabalho exaustiva de 8 horas diárias e 6 dias por semana. Lulu é o que chamamos de ―operário - padrão‖ da fábrica, citado como  exemplo de metas atingidas, trabalha quase que compulsivamente, sendo hostilizado pelos outros companheiros de chão de fábrica, que veem nele um modelo de trabalhador escravo do sistemas imposto pelos patrões. Após perder um dedo na máquina, Lulu adota uma atitude critica ao modelo de exploração, confrontando a gerencia. Os operários (situação e oposição sindical) contestam as cotas. Após uma greve, Lulu é demitido. Depois de negociações, ele consegue ser readmitido na fábrica, voltando à linha de produção e reintegrando-se ao coletivo de trabalho. Por conta da mobilização operária, o sistema de cotas é revisto pela direção da fábrica. É claramente demonstrada no filme, a exploração do capital humano, com uma carga horária onde ―entram á noite e saem á noite das fábricas‖ os trabalhadores, pedem não apenas sua saúde física e mental, mas sua vida familiar e social. ―Eu sou uma máquina, eu sou uma roldana, eu sou uma rosca, eu sou um parafuso, eu sou uma correia de transmissão, eu sou uma bomba, aliás, a bomba está estragada, não funciona mais, e agora não pode mais ser reparada‖.  Por outro lado, vemos o trabalho dos sindicatos. Sua árdua luta em fazer-se entender  pela classe trabalhadora, em reivindicar direitos que nem mesmo os operários acreditavam possuir. Frente a isso, a total ditadura patronal, usando do seu poder coersivo para explorar seus operários como máquinas.  A última cena mostra Lulu conversando com seus colegas durante o trabalho, ele não é mais um homem-máquina, se humanizou, canta, conversa, brinca, trabalha, dorme e sonha. Compartilha com os demais o sonho que teve em que um dia os operários derrubarão o muro que os aprisiona na BAN, a fábrica que na verdade produz muito mais do que peças que eles na verdade não sabem sua serventia, produz acima de tudo, trabalho alienado. A queda do muro da fábrica possibilita a todos trabalhadores sair do inferno capitalista e construir o paraíso. Assim como Lulu e tantos outros, continuamos sonhando com este dia. Deste modo, podemos caracterizar a estrutura lógico-explicativa da analise critica do filme de Elio Petri a partir de dois importantes eixos: primeiro, a produção de mais-valia relativa (inovação técnico-organizacional do capital), desvalorização da força de trabalho como mercadoria, degradação do trabalho vivo (saúde do trabalhador) e resistência contingente e necessária do proletariado. Segundo, capital consome trabalho vivo e trabalho estranhado consome vida. Os dois eixos explicativos da estrutura narrativa do filme constituem os traços essenciais do que seria a precarização (e precariedade) do trabalho no capitalismo global. O drama vivido por Lulu Massa nos faz rever valores da relação patrão x empregado vividos á décadas e ainda hoje extremamente atuais e pertinentes. QUAIS INTERAÇÕES SOCIAIS SÃO EXISTENTES NO COTIDIANO DA SOCIEDADE  ATUAL? Desde criança, cada indivíduo da atual sociedade urbana é direcionado, motivado e influenciado em seu desenvolvimento com base nas características do mercado de trabalho e nas estruturas do consumo próprias da nossa sociedade. A escolha da formação escolar, as opções de aquisição de conhecimentos, a valorização e a carga simbólica emprestada a determinadas atividades, instituições, profissões e marcas de produtos e serviços, tudo isso está inserido numa enorme engrenagem que mantém em funcionamento o sistema político-econômico capitalista que nos envolve.  Além disso, esses direcionamentos aparentemente inofensivos apresentam, em algum grau, um incentivo mais ou menos explícito à manutenção do jogo da concorrência empresarial, da competitividade dos espaços de trabalho, da elevação dos padrões e da quantidade de consumo, entre outras coisas. Trabalho e consumo, na nossa sociedade, possuem características interdependentes. Nessa esteira, quando se fala do trabalho e do consumo envolvidos no funcionamento da organização social pautada no atual modelo político-econômico, não se trata de qualquer trabalho e de qualquer consumo. Há um modelo de trabalho e um padrão de consumo bem delimitados, com características próprias e de contornos relativamente precisos, segundo a nossa sociedade se organiza, se desenvolve e se compreende. O trabalho e o consumo referidos são diferentes, por exemplo, do trabalho praticado entre comunidades rurais mais tradicionais em que prevalece a base de troca de mercadorias e de serviços, em que a agricultura de subsistência ou com mínima produção de excedente ainda é forte e em que o mercado é exercido de modo  marcadamente local, com predomínio de produtos de srcem regional, baixo nível de processamento e industrialização, constância de padrões de consumo, etc. Traços importantes para se pensar o modelo de trabalho e de consumo cuja crítica é proposta são, por exemplo, a economicidade, a competitividade e a idolatria de certo desenvolvimento, temas que dominam os discursos típicos empresariais e do interesse dos grandes capitais em geral. Esses temas têm hoje uma força tal que chega a ser dotada de evidência, baseada em pressupostos assumidos indefinidamente pela sociedade e reafirmados dia a dia, muitas vezes sem qualquer reflexão acerca de alternativas, pela mídia, pelos governos e pelo senso comum. Tais discursos, ainda que irrefletidos, vêm se impondo e se sobrepondo ao discurso e ao espaço de muitos outros sistemas sociais e atividades humanas, tais como o domínio artístico, ambiental, religioso, do lazer, da saúde, da diversidade cultural, etc. Todos esses outros discursos são com frequência eclipsados pela força do discurso do desenvolvimento, da concorrência, da novidade tecnológica.  A necessidade e o valor emprestado à criação de postos de trabalho com a instalação de uma grande empresa, por exemplo, em muitos casos, atropela institutos legais como a legislação orçamentária municipal, passa por cima de interesses de outros grupos, tal como comunidades indígenas ou quilombolas que vivem em áreas de interesse econômico, justifica agressões ao meio-ambiente tais como o corte de vegetação de valor significativo e a degradação de nascentes e do habitat de animais silvestres, justifica a transferência de valores públicos para o capital privado através de subsídios, incentivos fiscais, trocas de favores na velha e conhecida politicagem, entre outras coisas. DESIGUALDADE SOCIAL De acordo com Dias (2010, p. 181), ―a expressão desig ualdade social descreve uma condição na qual os membros de uma sociedade possuem quantias diferentes de riqueza, prestígio ou poder. Todas as sociedades são caracterizadas por algum grau de desigualdade social‖.  Dessa forma, com base no conceito fornecido pelo autor, eliminar a desigualdade social é uma utopia, porém a redução dos seus índices num país não.  Alguns diretores brasileiros, considerando o alto nível de desigualdade social presente no nosso país, elaboraram documentários que mostram essa dura realidade e que se tornaram famosos porque, apesar do tempo em que foram filmados, continuam atuais até hoje. 2 BUMBANDO O filme Bumbando mostra a dura realidade do morro do Bumba, e relata a história de como sobrevivem as famílias e sua triste realidade, por serem de baixa renda e sem perspectiva de obter um financiamento compatível com sua renda, optam por morar no morro do Bumba em condições precárias, e arriscam suas vidas ao construírem barracos em áreas de risco interditadas pela defesa civil, infelizmente todo ano milhares de pessoas morrem em decorrência dos desmoronamentos de terra. ILHA DAS FLORES O filme do Diretor Jorge furtado - Ilha das flores - relata a vida dúbia de uma
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks