História da Mágica em Portugal e no Brasil

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    História da Mágica em Portugal e no Brasil      No plano da realidade, excluída a fantasia, todos os magos e mágicos são o mesmo: simples humanos mortais.  @@@ As artes circenses entre as quais se inclui a mágica, são muito antigas e foram conhecidas em Roma, na Grécia antiga e no Egipto. No reino de Portugal há um registo da época do rei D. Sancho I, datado de 1193 que menciona uma carta de doação feita a dois artistas como paga pelo seu trabalho de "arremedilho" (imitações) e em 1596 em casa do conde de Monsanto o público pagou um vintém por pessoa para ver os "volatins", uns acrobatas que já faziam o número de partir uma laje sobre o ventre de um deles a golpes de marreta e ao som de uma harpa. O cronista acrescentou que aquilo fora obra do demónio ! A mais antiga referência de relevo a arte mágica de entretenimento, no nosso país, remonta a 1612, ano da publicação da 1ª edição do "Thesouro de Prudentes", por Gaspar Cardoso de Sequeira, um professor de matemática português. Trata-se de um almanaque popular que inclui uma secção inteira dedicada a explicações de como fazer sortes e truques com um baralho de cartas. Apesar de ser uma obra relativamente conhecida, ainda nenhum estudioso da história do ilusionismo o havia descoberto. Coube recentemente essa honra a Tony Klauf, um investigador e colecionador do norte do país que já trabalhou com Luis de Matos.    "Thesouro de Prudentes" edição de 1616   Durante o século XVIII o nosso país foi visitado por três grandes figuras europeias das artes mágicas, ou se quisermos por um ilusionista que também era professor de Física, um professor de Física que também era ilusionista e um charlatão que não era nada disso mas imitava muito bem. Foram eles os italianos Giuseppe Pinetti e Cagliostro e o americano Jacob Philadelphia. Acerca deste último não há noticias da sua estadia mas calcula-se que tenha cá passado entre 1758 e 1765. Quanto a José Bálsamo, conde de Cagliostro, o ano foi 1771. Permaneceu por cá durante três ou quatro meses e no fim de junho partiu com Lorenza, sua esposa, para Londres.      Geovanni Giuseppe Pinetti  Mas foi a actuação de Pinetti em 1791 no teatro do Salitre, em Lisboa, que se tornou o evento fulcral para a história da arte mágica em Portugal, nesse século, pois motivou a publicação do primeiro livro na língua pátria inteiramente dedicado ao ilusionismo e que foi "O Pelotiqueiro Desmascarado", uma tradução do srcinal de Thomas Denton, em inglês, por sua vez adaptado do francês "La Magie Blanche Devoilée" de Henri Decremps, um advogado que pretendia revelar os segredos de Pinetti. Por esta época apareciam nas feiras populares alguns pelotiqueiros vindos de Espanha, desde que se tinha publicado em Madrid o famoso livro de Pablo Minguet, "Enganos a olhos vistos".    "O Pelotiqueiro Desmascarado", 1º edição portuguesa, 1791   Em 1819/20 foi a vez da visita do famoso Robertson que havia atemorizado Paris com a sua "fantasmagoria" e lançado a moda das projeções com lanterna mágica. Montou em Lisboa um gabinete de curiosidades científicas, aparelhos ópticos etc., cujo ingresso era caríssimo... mas no que ele se notabilizou então foi com os seus vôos em balão, que efetuou em Lisboa e no Porto, apoiado pela sua companhia familiar de espectáculo. O seu desempenho bem sucedido não foi o primeiro, pois a primazia pertenceu a Vicenzo Lunardi que voou sobre o rio Tejo em 1794, mas foi Robertson e o seu filho que fizeram o primeiro salto de "guarda-quedas" como se dizia então pára-quedas. Ainda uma palavra para o brasileiro Bartolomeu de Gusmão que em 1709, em Lisboa, ensaiou os primeiros balões de ar quente não tripulados (conhecidos no mundo).  
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