Face à Família do Terapeuta Familiar: A Busca Continua, A Memória Permanece

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Apresentação das premissas teóricas: Famílias sem pai ou sem a função “pai” estão em maior risco, constituindo uma questão muito prevalente no Brasil hoje. É muito frequente a associação entre falta de pai e transtornos de conduta ou outros problemas nas crianças e demais familiares e comunidade. Por outro lado, esses mesmos problemas podem alavancar recursos pessoais se há suficiente apoio familiar e social. Os autores apresentaram um workshop, “Buscando nosso pai: solidão e complexidade,” no VIII Congresso Brasileiro de Terapia Familiar em Gramado em agosto de 2008 e também no XVIII Congresso Mundial da IFTA em Buenos Aires em março de 2010. Essas apresentações ofereceram um diálogo interativo e criativo entre três terapeutas familiares de diferentes culturas, línguas e gêneros que têm em comum não terem tido seu pai presente na infância. O tema foi como conectar-se com a recuperação e as redescobertas ao longo da vida que tem permitido o desenvolvimento de nossas capacidades de conexão relacional como sujeito e como terapeuta. Essa mesa redonda atualiza suas reflexões sobre a busca contínua pelo significado relacional e a persistência da memória. Método de presentação: Diálogo interativo e criativo entre três terapeutas familiares de diferentes culturas, línguas e gêneros que têm em comum não terem tido seu pai presente na infância. Elementos do diálogo incluirão: • Narrativa e reflexão interativa sobre a História e as estórias que ouviram desde crianças. • Como esse fato influenciou seu desenvolvimento como pessoa e terapeuta? • Preconceitos, dores e recursos gerados pela falta. Buscar-se-a identificar características da experiência, além de diferenças e semelhanças que possam orientar-nos na terapia quando encontramos situações semelhantes. • Sem negar a dor e as perdas que sofremos buscaremos conectar-nos com a recuperação e as redescobertas ao longo da vida que tem permitido o desenvolvimento de nossas capacidades de conexão relacional. • Abrir-se-à o diálogo para o público. Reflexões e considerações finais: Esse diálogo sublinha a importância de entender a família do terapeuta familiar desde sua formação e como desdobramento contínuo na vida pessoal e no trabalho de terapeuta. Referências: Adela G. García, Vincenzo Di Nicola, Olga Garcia Falceto. Buscando nosso pai: solidão e complexidade. VIII Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, Gramado/RS, Agosto 2008. Vincenzo Di Nicola, Estranhos nunca mais: Um terapeuta familiar encontra o seu pai. In: Um Estranho na Familia: Cultura, Famílias e Terapia (Tradução: Maria Adriana Veríssimo Veronese. Apresentação à edição brasileira: Luiz Carlos Osorio, MD.) 345 pp. Porto Alegre, RS: Editora Artes Medicas, 1998.

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  • 1. VIVÊNCIAS SOBRE O SELF DO TERAPEUTA FACE À FAMÍLIA DO TERAPEUTA FAMILIAR: A BUSCA CONTINUA, A MEMÓRIA PERMANECE VINCENZO DI NICOLA ADELA G. GARCÍA OLGA GARCIA FALCETO VII Encontro Pré Congresso 8 de junho de 2016 – 15h30 às 16h45 Gramado/RS – Brasil
  • 2. VIVÊNCIAS SOBRE O SELF DO TERAPEUTA FACE À FAMÍLIA DO TERAPEUTA FAMILIAR: A BUSCA CONTINUA, A MEMÓRIA PERMANECE
  • 3. Vincenzo Di Nicola MPhil, MD, PhD, FRCPC, FAPA vincenzodinicola@gmail.com Professor titular de psiquiatria, Universidade de Montreal Diretor, Psiquatria infantil, Instituto Universitário de Saúde Mental de Montreal Presidente e Fundador do Grupo de Saúde Mental Global, Associação Americana de Psiquiatria
  • 4. Adela G. García adelaggi@gmail.com Psicóloga e terapeuta familiar Directora, Centro de Estúdios Sistémicos de Buenos Aires Ex-editoria da revista Sistemas Familiares Professora emérita de la Universidad del Salvador
  • 5. Olga Garcia Falceto MD, PhD olgafalceto@gmail.com Psiquiatra da infância e adolescência e terapeuta de famílias Professora, Instituto da Família, Porto Alegre Professora, Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFRGS
  • 6. … pois uma outra filha, pois uma outra filha, pois uma outra filha …
  • 7. Apresentação das premissas teóricas Famílias sem pai ou sem a função “pai” estão em maior risco, constituindo uma questão muito prevalente no Brasil hoje. É muito frequente a associação entre falta de pai e transtornos de conduta ou outros problemas nas crianças e demais familiares e comunidade. Por outro lado, esses mesmos problemas podem alavancar recursos pessoais se há suficiente apoio familiar e social.
  • 8. Apresentação das premissas teóricas Os autores apresentaram um workshop, “Buscando nosso pai: solidão e complexidade,” no VIII Congresso Brasileiro de Terapia Familiar em Gramado em agosto de 2008 e também no XVIII Congresso Mundial da IFTA em Buenos Aires em março de 2010.
  • 9. Apresentação das premissas teóricas Essas apresentações ofereceram um diálogo interativo e criativo entre três terapeutas familiares de diferentes culturas, línguas e gêneros que têm em comum não terem tido seu pai presente na infância.
  • 10. Apresentação das premissas teóricas O tema foi como conectar-se com a recuperação e as redescobertas ao longo da vida que tem permitido o desenvolvimento de nossas capacidades de conexão relacional como sujeito e como terapeuta.
  • 11. Método de presentação Essa mesa redonda atualiza suas reflexões sobre a busca contínua pelo significado relacional e a persistência da memória. Diálogo interativo e criativo entre três terapeutas familiares de diferentes culturas, línguas e gêneros que têm em comum não terem tido seu pai presente na infância.
  • 12. Método de presentação Elementos do diálogo incluirão: Narrativa e reflexão interativa sobre a História e as estórias que ouviram desde crianças. Como esse fato influenciou seu desenvolvimento como pessoa e terapeuta? Preconceitos, dores e recursos gerados pela falta. Buscar-se-a identificar características da experiência, além de diferenças e semelhanças que possam orientar-nos na terapia quando encontramos situações semelhantes.
  • 13. Método de presentação Elementos do diálogo incluirão: Sem negar a dor e as perdas que sofremos buscaremos conectar-nos com a recuperação e as redescobertas ao longo da vida que tem permitido o desenvolvimento de nossas capacidades de conexão relacional. Abrir-se-à o diálogo para o público.
  • 14. Reflexões e considerações finais Esse diálogo sublinha a importância de entender a família do terapeuta familiar desde sua formação e como desdobramento contínuo na vida pessoal e no trabalho de terapeuta.
  • 15. Quem faz um poema abre uma janela -Mário Quintana poeta gaúcho
  • 16. REFLEXIONES 8 AÑOS DESPUÉS Adela G. García M.A. www.fundaces.com
  • 17. Algumas pessoas dizem: “Você não pode voltar para a casa” Outras pessoas dizem: “Você pode e deve ir para casa” Eu digo: “Você jamais deixa a sua casa, e como um carracol preso à sua concha, você a carrega onde quer que vá.”
  • 18. Um Estranho na Família • Cultura, Famílias e Terapia • Vincenzo Di Nicola • Porto Alegre: Artmed, 1998
  • 19. A gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso? —João Guimarães Rosa
  • 20. Eu vejo a humanidade como uma família que apenas se encontrou. —Theodore Zeldin
  • 21. Sempre falei dos estranhos e estrangeiros … Agora, eu vejo a relação com meu pai como estranhos íntimos. Agora, eu vejo não só meu pai mas toda a humanidade como uma família que apenas se encontrou.
  • 22. O evento … • O evento é quando a vida muda … • Não estamos mais na soleira, mas já entramos e ficamos • O evento é a vida depois da jornada, quando chegamos e ficamos e vivemos com fidelidade (ao evento) e integridade (com se mesmo) …
  • 23. “… en todo caso, había un solo túnel, oscuro y solitario: el mío.” —Ernesto Sabato, El túnel
  • 24. MEU PAI/MINHA HISTÓRIA/HISTÓRIA FUTURO? Olga Garcia Falceto, MD, PhD Instituto da Família Faculdade de Medicina da UFRGS
  • 25. Aylan poderia ser eu
  • 26. Rumo à Guerra Civil Espanhola Barcelona 1936
  • 27. Guerra Civil e Revolução Espanhola 1936-1939
  • 28. Retirada através dos Pirineus no inverno
  • 29. Retirada em pleno inverno
  • 30. Campos de concentração no sul da França
  • 31. Consequências do aquecimento global
  • 32. PERDAS DA GUERRA • Espanha dividida ao meio • República perde devido ao apoio da Alemanha e Itália aos rebeldes, falta de apoio dos Aliados e à sua própria divisão interna. • Um milhão de mortos num país de 24 milhões de habitantes • 200.000 saem do país na retirada caminhando rumo à França através dos Pirineus. • Lá vivem anos em campos de concentração a beira-mar e muitos são levados e/ou morrem nos campos de concentração alemães.
  • 33. Ser cidadão no século XXI Prof. Francisco Eliseu Aquino Dep. De geografia da UFRGS
  • 34. SER CIDADÃO Resistência ao fascismo na França e Espanha OS MAQUIS
  • 35. Meu pai e seus companheiros de luta nos Pirineus
  • 36. Cele, meu pai, aos 26 anos
  • 37. Túmulo de meu pai na fronteira
  • 38. FATORES DE RESILIÊNCIA
  • 39. Minha mãe, minha teta, depois também meu pai
  • 40. Fontes de resiliência
  • 41. A grande migração para a América Nosso barco, o Castell Bianco
  • 42. A rede social dos Republicanos imigrados
  • 43. Meu tio, o pai que pude ter, meus avósM
  • 44. Família
  • 45. Mãe e tio na velhice, já doentes
  • 46. Dizeres da placa a ser inaugurada dia 22 de julho de 2016 em Espolla EN MEMORIA / EN MEMÒRIA / IN MEMORY OF • CELEDONIO GARCÍA CASINO (1922-1949) • ENRIQUE MARTÍNEZ MARÍN (1927-1949) • REMEDIOS FALCETO ABADÍA (1927-2010) • Guerrilleros (maquis) anarquistas de las Juventudes Libertarias (JJLL) del barrio del Carmel de Barcelona, que lucharon contra la dictadura franquista por sus ideales de justicia y libertad. • Integrados en un grupo de acción desde 1939, al igual que centenares de jóvenes anarquistas, su lucha consistía en expropiaciones económicas para mantener la prensa y propaganda clandestina, soporte a la CNT, apoyo económico a los presos y a sus familias y sostener la lucha armada contra la dictadura franquista. • Muertos tras enfrentamiento con la Guardia Civil el 26 de Agosto de 1949. • Las cenizas de REMEDIOS , compañera de Celedonio y amiga de Enrique, traídas desde el exilio en Brasil, reposan junto a ellos en representación de todas las mujeres luchadoras que no pudieron regresar. Olga Garcia Falceto y família Porto Alegre, julio de 2016
  • 47. We are born three times in our lives: we are born of our mothers, we are born of our fathers, and finally, we are born of our deep selves. —Guy Corneau, Absent Fathers, Lost Sons
  • 48. Nascemos três vezes em nossas vidas: nascemos de nossas mães, nascemos de nossos pais, e enfim, nascemos do nossos seres mais profundos. —Guy Corneau, Pais ausentes, filhos perdidos
  • 49. Nacemos tres veces en la vida.
  • 50. Nasciamo tre volte nella nostra vita.
  • 51. Nascemos três vezes na nossa vida.
  • 52. Referências Adela G. García, Vincenzo Di Nicola & Olga Garcia Falceto. Buscando nosso pai: solidão e complexidade. VIII Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, Gramado/RS, agosto de 2008. Adela G. García, Vincenzo Di Nicola & Olga Garcia Falceto. Buscando a nuestro padre: solidad y complexidad. Buenos Aires, Argentina, marzo de 2010. Vincenzo Di Nicola, Não mais estranhos: Um terapeuta familiar encontra o seu pai. In: Um Estranho na Familia: Cultura, Familias e Terapia (Tradução: Maria Adriana Ve- rissimo Veronese. Apresentação à edição brasileira: Luiz Carlos Osorio, MD.) 345 pp. Porto Alegre, RS: Editora Artes Medicas, 1998.
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