COMPARAÇÃO DO MÉTODO PRÉ-EXAUSTÃO E DA ORDEM INVERSA EM EXERCÍCIOS PARA MEMBROS INFERIORES

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  R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 1, p. 85-92, 1. trim. 2008 COMPARAÇÃO DO MÉTODO PRÉ-EXAUSTÃO E DA ORDEM INVERSA EM EXERCÍCIOS PARA MEMBROS INFERIORES COMPARISION OF THE PRE-EXHAUSTION METHOD AND THE INVERSE ORDER IN LOWER BODY EXERCISES  Belmiro Freitas de Salles ∗   Nelson Oliveira *  Fabrício Miranda Ribeiro *  Roberto Simão ** Jefferson da Silva Novaes **   RESUMO A proposta deste experimento foi comparar o método pré-exaustão (PRE) à ordem inversa nos exercícios leg press  (LP) e cadeira extensora (CE), sobre o volume de repetições máximas (RM) e percepção subjetiva de esforço (PSE). Treze homens treinados (22 ± 3,2 anos; 84,7 ± 9 kg; 180 ± 8 cm) foram submetidos a quatro sessões de coleta de dados. Após a determinação da carga para 8RM, foi respeitado um intervalo de 96 horas para aplicação da seqüência A, LP antes da CE, e após 72 horas a seqüência B (PRE), CE antes do LP. Foi realizada uma série de cada exercício com intervalo para transição entre exercícios de 20 segundos. O procedimento foi realizado por quatro vezes com intervalos fixos em dois minutos. O número de RM e a PSE ( OMNI-RES  ) foram coletados após cada série de cada exercício. Os resultados apresentaram o volume total de RM e a média do número de RM no exercício CE significativamente menores na seqüência A (volume total = 38,6 ± 7,3; média do número de RM CE = 3,57 ± 1,19) quando comparada à seqüência B (volume total = 46,9 ± 8,4; média do número RM CE = 6,69 ± 1,33). Os dados sugerem que a ordem de PRE promove a realização de um maior volume total de treinamento quando comparada à ordem inversa sem alterações na PSE. Palavras-chave : Ordem dos exercícios. Pré-exaustão. Treinamento de força .   ∗  Grupo de Pesquisa de Treinamento de Força da Escola de Educação Física e Desporto da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EEFD/UFRJ – RJ – Brasil. **  Grupo de Pesquisa de Treinamento de Força. Professor Adjunto do Departamento de Ginástica da Escola de Educação Física e Desporto da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EEFD/UFRJ – RJ – Brasil . INTRODUÇÃO O treinamento de força (TF) é prescrito em função da combinação de diversas variáveis, dentre elas, o  American College of Sports  Medicine  (ACMS, 2002) destaca a intensidade de cargas, o número de repetições e séries, o intervalo entre séries, a ordem de exercícios e a velocidade de execução. As diferentes formas de treinamento pelas quais essas variáveis são manipuladas resultam em efeitos diferenciados no aprimoramento da potência, força, hipertrofia e resistência musculares (KRAEMER; RATAMESS, 2005). Várias estratégias de treinamento foram desenvolvidas empiricamente através dos anos para manter uma resposta positiva do TF, dando srcem aos variados sistemas ou métodos de treinamento. Grande parte destes sistemas foi desenvolvida por treinadores ou atletas do TF, e na maioria das vezes não apresentam evidências cientificas como é o caso da ordem de pré-exaustão (PRE) (FLECK; KRAEMER, 2004). Este método envolve o treinamento de um músculo ou grupamento muscular até o ponto da fadiga utilizando um exercício monoarticular imediatamente seguido de um exercício multiarticular (AUGUSTSSON; THOMEE; HORNSTEDT; LINDBLOM; KARLSSON; GRIMBY, 2003). Segundo Darden (2004), o emprego da ordem de PRE promove um nível mais alto de fadiga e consequentemente  86 Salles et al. R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 1, p. 85-92, 1. trim. 2008 melhores resultados em relação ao emprego da ordem inversa. Entretanto, as vantagens da ordem de PRE na melhora dos ganhos em força e potência permanecem altamente especulativas (KRAEMER; HAKKINEN, 2002). Ao revisar a literatura relativa a este método, apenas um experimento científico foi encontrado. Augustsson, Thomee, Hornstedt, Linblom, Karlsson e Grimby (2003) observaram a influência da PRE realizada no exercício cadeira extensora (CE), sobre o desempenho durante a realização imediata do exercício leg  press  (LP). No resultado deste experimento foi identificada uma queda significativa da atividade eletromiográfica do quadríceps e também do volume de repetições máximas (RM) durante a execução do LP na ordem PRE quando comparada à execução do mesmo exercício de forma isolada. Apesar disso, a análise do exercício LP de forma isolada em apenas uma série não fornece base para uma comparação entre a ordem PRE e a ordem inversa em situações práticas de treinamento. A fadiga durante o TF torna-se um elemento importante a ser considerado pelo profissional que o prescreve tanto na busca de melhores efeitos, quanto no aumento do potencial de adesão aos programas. Uma forma de controle da intensidade de esforço no TF e, conseqüentemente, de manipular as variáveis da prescrição de acordo com os níveis de fadiga desejáveis, pode ser a percepção subjetiva de esforço (PSE). Entretanto, a utilização da PSE no TF é incomum, como demonstram parcas referências na literatura. Alguns estudos apresentam uma escala específica para o TF em adultos e crianças denominada OMNI-RES   (LAGALLY; ROBERSTSON, 2006;   ROBERTSON; GOSS; RUTKOWSKI; LENZ; DIXON; TIMMER; FRAZEE; DUBE; ANDREACCI, 2003; BOÉR; ROBERTSON; WILSON, 2003) e apontam que a PSE pode refletir a intensidade de esforço na musculatura ativa durante o exercício. Porém, a literatura é escassa quanto à utilização da PSE para verificar a influência das diferentes variáveis metodológicas sobre a fadiga muscular localizada, tendo os estudos encontrados utilizado a escala de Borg (CR 10) adaptada para o TF (SIMÃO; FARINATTI; POLITO; VIVEIROS; FLECK, 2007; SIMÃO; FARINATTI; POLITO; MAIOR; FLECK, 2005; WOODS; BRIDGE; NELSON; RISSE; PINCIVERO, 2004).   Tem-se como hipótese inicial, que o método de PRE, extremamente difundido entre os treinadores e praticantes do TF, promova níveis mais altos de fadiga e maiores volumes de treinamento quando comparado a ordem inversa de exercícios. Desta forma, a proposta deste experimento foi comparar a influência da ordem de PRE com a ordem inversa nos exercícios LP e CE através do volume total de RM e PSE produzidos em uma sessão de TF realizada por homens treinados. Os resultados são importantes para o melhor entendimento destes métodos, facilitando a identificação de sua aplicabilidade e propósitos na prescrição. MATERIAL E MÉTODOS Amostra Foram voluntários para o experimento, 13 homens (22 ± 3,2 anos; 84,7 ± 9 kg; 180 ± 8 cm) experientes em TF por no mínimo dois anos e freqüência mínima de três vezes por semana. Antes da coleta de dados, os voluntários responderam ao questionário PAR-Q e assinaram um termo de consentimento livre, conforme Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. O Projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Rio de Janeiro com o número de protocolo 138/05. Foram excluídos do experimento indivíduos usuários de medicamentos, sejam estes em prol da saúde ou em benefício do desempenho (recursos ergogênicos), e indivíduos que apresentaram qualquer tipo de limitação articular ou problemas osteomioarticulares que pudessem influenciar a realização dos exercícios propostos. Procedimentos Os participantes foram submetidos a quatro sessões de coleta de dados, sendo duas delas destinadas à determinação da carga para 8RM nos dois exercícios propostos e duas para aplicação das sessões de treinamento com coleta do número de RM por série e PSE. Os exercícios propostos foram o LP (multiarticular) e a CE  Comparação do método pré-exaustão e da ordem inversa em exercícios para membros inferiores  87 R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 1, p. 85-92, 1. trim. 2008 (monoarticular) envolvendo principalmente o quadríceps. Nos primeiros dois dias foram realizados o teste e o reteste de 8RM para o LP 45º de placas e polias (  Life Fitness ®) e a CE de placas e polias (  Life Fitness ®) com intervalo não inferior a 72 horas. Após a determinação da carga para 8RM, foi respeitado um intervalo de 96 horas para aplicação da primeira sessão de treinamento. A primeira sessão adotou a seqüência A, sendo executado o LP antes da CE e após 72 horas foi realizada a segunda sessão, que adotou a seqüência B (PRE), sendo executada a CE antes do LP. Teste e reteste de 8RM O teste de 8RM envolveu um aquecimento específico no qual foram realizadas 12 repetições com cargas de 40% a 60% do máximo percebido (ACSM, 2005) antes do primeiro exercício. Os exercícios seguiram a seguinte ordem: LP e CE. Visando reduzir a margem de erro no teste de 8RM, foram adotadas as seguintes estratégias: a) instruções padronizadas e familiarização antes do teste, de modo que todo o avaliado estivesse ciente de toda a rotina que envolve a coleta de dados; b) o avaliado foi instruído sobre técnicas de execução do exercício; c) o avaliador estava atento quanto à posição adotada pelo praticante no momento da medida, pois pequenas variações do posicionamento das articulações envolvidas no movimento podem acionar outros músculos, levando a interpretações errôneas dos escores obtidos; d) estímulos verbais foram utilizados a fim de manter alto o nível de estimulação; e) os pesos adicionais utilizados foram previamente aferidos em balança de precisão ;  f) a angulação de execução dos exercícios foi estabelecida e controlada visualmente, e os avaliadores estavam atentos a manutenção do mesmo padrão de movimento entre testes e sessões de treinamento para um mesmo individuo. Os avaliados executaram o máximo de três tentativas por exercício, e o intervalo entre as tentativas em cada exercício durante o teste foi fixado em cinco minutos. Após obtenção da carga do exercício, um intervalo não inferior a 20 minutos foi adotado antes de passar ao exercício seguinte. Após 72 horas do primeiro dia foi aplicado o reteste para a verificação da reprodutibilidade da carga máxima (8RM). Foi considerada como a carga de 8RM, a maior carga estabelecida em ambos os dias com diferença menor que 5%. No caso da diferença maior, os sujeitos compareceriam ao local mais uma vez para a realização de novo teste, para que o cálculo da diferença fosse refeito. Para melhor discriminar a realização dos exercícios, foram estabelecidas a posição inicial, a fase concêntrica e a fase excêntrica como etapas de execução. A descrição detalhada da posição inicial e fase concêntrica de cada exercício é apresentada a seguir, sendo a fase excêntrica dos dois exercícios realizada a partir do final da fase concêntrica até a posição inicial: •   LP: Posição inicial – Indivíduo no banco em ângulo de 45º, pernas paralelas com um pequeno afastamento lateral e pés na plataforma, com joelhos e quadril flexionados de 80º a 90º e braços ao longo do corpo com mãos na barra de apoio; Fase concêntrica – A partir da posição inicial realiza-se a extensão completa dos joelhos e conseqüentemente também extensão do quadril. •   CE: Posição inicial – Sentado no aparelho com os joelhos em ângulo de 90º e braços ao longo do corpo; Fase concêntrica – A partir da posição inicial realiza-se a extensão completa dos joelhos. Sessões de treinamento O protocolo consistia em duas sessões de exercícios para cada voluntário, com 72 horas de intervalo entre elas. No primeiro foi adotada a seqüência A, sendo executado o exercício LP antes da CE e na segunda sessão foi adotada a seqüência B, em que se realizou a ordem inversa, CE antes do LP. Ao início de cada sessão foi feito um aquecimento com 40% da carga de 8RM em 12 repetições. Com a carga de 8RM os voluntários realizaram uma série de cada exercício na seqüência designada (A e B), com intervalo para transição entre exercícios fixo em 20 segundos, sendo ambas as séries realizadas até o alcance da falha muscular concêntrica (até o máximo de repetições possíveis) e sendo mantido o padrão de execução. O procedimento foi realizado por quatro vezes com intervalos fixos em dois minutos, totalizando quatro séries de cada exercício em ambas as seqüências. O número de RM e a PSE foram coletados ao final de  88 Salles et al. R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 1, p. 85-92, 1. trim. 2008 cada série. A PSE foi verificada através da escala OMNI- RES   de PSE para exercícios contra resistência em adultos (LAGALLY; ROBERTSON, 2006). A familiarização com a escala OMNI-RES   foi realizada durante os dois dias de teste de carga após cada exercício. Tratamento estatístico Foi utilizada  ANOVA two-way  para verificar se houve diferença no número de RM em cada exercício (média das quatro séries), entre as seqüências, e a interação das seqüências com as ordens de execuções utilizadas, seguidas do post  hoc de Tukey , quando necessário. Para verificar as diferenças nos volumes totais de RM produzidos e na PSE entre as seqüências A e B foi utilizado o test-t de Student   e o Teste de Wilcoxon , respectivamente. Para verificar a reprodutibilidade dos testes em 8RM foi utilizado o coeficiente de correlação intra-classe, o test-t de Student foi utilizado para verificar   possíveis diferenças entre as cargas obtidas para 8RM em cada exercício entre teste e reteste (p<0,05). Para tal foi utilizado o software   Statistica  versão 7.0 ( Statsoft, Tulsa, USA ). RESULTADOS Os resultados (coeficientes de correlação intra-classe) referentes à reprodutibilidade das cargas obtidas nos testes de 8RM foram: LP r=0,94 e CE r=0,96. Em adição, o teste-t  student   pareado não demonstrou diferença significativa entre as cargas obtidas para 8RM em cada exercício (p<0,05). O volume total de RM e o número de RM no exercício CE (média das quatro séries) foram significativamente menores na seqüência A quando comparada à seqüência B. O número de RM no exercício LP assim como a PSE mediana não apresentaram diferenças significativas (Tabela 1). Tabela 1. Volume total de RM, números de RM produzidos em cada exercício (média das quatro séries) e PSE para as duas seqüências. Seqüência A: LP para CE Seqüência B (PRE): CE para LP Volume total 38,6 ± 7,3 46,9 ± 8,4* CE  3,57 ± 1,19 6,69 ± 1,33* LP 6,09 ± 1,34 5,03 ± 1,41 PSE (mediana) 7,5 7,5 *  diferenças significativas em relação à seqüência A (p<0,05) Ao compararmos os resultados intra-seqüências observamos reduções similares durante a progressão das séries nos dois exercícios em ambas as seqüências. Os resultados inter-seqüências demonstraram valores significativamente menores no exercício CE para todas as séries da seqüência A (Gráficos 1 e 2). Gráfico 1 - Número de RM nas quatro séries do exercício LP para as seqüências A e B. *  diferença significativa em relação à 1ª série intra-seqüência; # diferença significativa em relação à 2ª série intra-seqüências. Gráfico 2 - Número de RM nas quatro séries do exercício CE para as seqüências A e B * diferença significativa em relação à 1ª série intra-seqüências; # diferença significativa em relação à 2ª série intra-seqüências; ‡ diferença significativa em relação a 3ª série intra-seqüências; † diferença significativa em relação a seqüência B. DISCUSSÃO Nossos principais resultados demonstraram que a ordem de PRE promoveu a realização de um maior volume total de RM com mesma  Comparação do método pré-exaustão e da ordem inversa em exercícios para membros inferiores  89 R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 1, p. 85-92, 1. trim. 2008 intensidade de carga quando comparada à ordem inversa. Além disso, o número de RM no exercício CE apresentou quedas significativas na seqüência A, quando era realizado após o LP, o que não ocorreu em relação ao LP quando foi realizado após a CE. Ao contrário do observado em experimentos anteriores (SIMÃO;   FARINATTI; POLITO; MAIOR; VIVEIROS, FLECK, 2007; SIMÃO;   FARINATTI; POLITO; MAIOR; FLECK, 2005; MONTEIRO; SIMÃO; FARINATTI, 2005; SIMÃO;   POLITO; VIVEIROS; FARINATTI, 2002; SFORZO; TOUEY, 1996), o volume total de treinamento foi significativamente maior na seqüência que foi iniciada pelos exercícios monoarticulares em nosso experimento. Ao revisar a literatura relativa à ordem de PRE, apenas um experimento foi encontrado. Augustsson, Thomee, Hornstedt, Linblom, Karlsson e Grimby (2003) observaram a influência da PRE realizada no exercício CE sobre o desempenho durante a realização imediata do LP, obtendo resultados conflitantes aos nossos. Enquanto Augustsson, Thomee, Hornstedt, Linblom, Karlsson e Grimby (2003) demonstraram que a ordem de PRE resultou em uma queda significativa do número de RM realizado no LP, em nosso experimento a queda do número de RM não apresentou significância. Neste experimento 17 homens treinados (26 ± 4 anos; 77 ± 6 kg; 182 ± 6 cm; 5,5 ± 4 anos de treinamento) realizaram 10RM no exercício CE, antes da realização imediata de uma série com carga de 10RM no LP. Os resultados demonstraram que a atividade eletromiográfica (EMG) do quadríceps e também o número de RM apresentaram valores significativamente menores durante a realização do LP na ordem PRE (7,9 ± 1,4RM), quando comparado ao desempenho durante a realização do mesmo exercício de forma isolada (9,3 ± 2,3RM). A partir deste resultado os autores sugerem que os usuários deste tipo de recurso reconsiderem a efetividade do mesmo, quando o objetivo é o desenvolvimento da força e hipertrofia muscular. Entretanto, a análise do sinal EMG neste experimento considerou apenas um valor  Root Mean Square  (RMS) para toda a amplitude, o que nos fornece base para o questionamento sobre o valor utilizado, pois já foi demonstrado que existem diferenças em relação à solicitação muscular entre diferentes fases de movimento (BONATO; ROY; KNAFLITZ; DE LUCA, 2001). Além disso, a análise do exercício LP de forma isolada em apenas uma série não fornece base para uma comparação da ordem PRE à inversa em situações práticas de treinamento. Inúmeras pesquisas têm demonstrado que a realização de uma única série se torna menos efetiva para pessoas treinadas do que a realização de séries múltiplas (RHEA; ALVAR; BURKETT,   2002; PETERSON; RHEA; ALVAR, 2005). Além disso,   o volume total de uma sessão de treinamento é de extrema importância em relação à magnitude dos resultados do TF (CHESTNUT; DOCHERTY, 1999). Desta forma, Augustsson, Thomee, Hornstedt, Linblom,   Karlsson e Grimby (2003) deveriam ter considerado o desempenho dos dois exercícios utilizados, assim como a realização de séries múltiplas em suas análises. Em nosso experimento utilizamos séries múltiplas e analisamos o volume total de RM com a intenção de reproduzir e observar condições práticas de treinamento, de forma similar a outros experimentos sobre ordem dos exercícios realizados anteriormente. Alguns destes experimentos demonstraram que a realização de exercícios multiarticulares para membros inferiores como o LP e o agachamento (AGA) após a realização de exercícios monoarticulares como a CE e a cadeira flexora (CF) tiveram seu número de RM reduzido, sem variação no volume total da sessão de treinamento quando comparada à realização da ordem inversa (SIMÃO; FARINATTI; POLITO; MAIOR; VIVEIROS, FLECK,   2007; SIMÃO; POLITO; VIVEIROS; FARINATTI, 2002; SFORZO; TOUEY, 1996). Nossos resultados se apresentam conflitantes aos obtidos por estes experimentos, pois o volume total de treinamento se apresentou maior na ordem de PRE. Isso pode ter ocorrido, pois apenas o exercício CE foi realizado antes do LP, permitindo que, além do quadríceps, outros músculos envolvidos no LP como os isquiotibiais atuassem sem o comprometimento da fadiga resultante de exercícios como a CF. Além disso, uma série de cada exercício foi realizada de forma alternada por quatro vezes, ao invés de todas as séries serem realizadas na
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