AS NOVAS TECNOLOGIAS E AS MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

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    AS “NOVAS TECNOLOGIAS” E AS MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA Paula Fernanda Rocha Lopes UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DO MARANHÃO (UNIVIMA) – Rua Portugal, n°. 221, Praia Grande – Centro - São Luís – MA – Brasil paulafernanda@univima.ma.gov.br, paula3fernanda@hotmail.com Abstract.  "New technologies” and pedagogical practice changes applied as proposed in a Pedagogic Course. The research aims to educate by innovating the practice in the classroom. Such innovation is characterized by the motivation and encouragement of students by teachers, for the taste and need for research using new technologies (Web 2.0). It takes into account the modification of curricula in Pedagogic course with the inclusion Research Educate. Keywords: "New technologies”; Pedagogical practice changes; Pedagogy Course; Research Educate. Resumo . As “novas tecnologias” e as mudanças na prática pedagógica aplicada como proposta emum Curso Superior de Pedagogia. O Educar pela Pesquisa visa inovar a prática emsala de aula. Tal inovação tem como característica a motivação e incentivo dos alunos, por parte dos professores, pelo gosto e necessidade da pesquisa comuso de novas tecnologias (Web 2.0). Leva-se em consideração a modificação curricular do curso de Pedagogia com a inclusão do Educar pela Pesquisa. Palavras-chave: “Novas tecnologias”; Mudanças na prática pedagógica; Curso de Pedagogia; Educar pela pesquisa. 1.   Introdução Os paradigmas que lastreiam as mudanças na prática pedagógica com o uso de “novas tecnologias” perpassam pela pesquisa e pela produção, proporcionando uma metodologia e uma experiência renovadora no âmbito da educação maranhense de nível superior. O projeto inovador de uma pedagogia diferenciada se estrutura em dois eixos centrais, que visam à realização do fenômeno da educação como um todo. Assim, o eixo de aprendizagem centrado no aluno se complementa com o eixo de aprendizagem da docência e os dois, conformando o todo, envolvem a sociedade com o fluxo e o refluxo de sua influência. O estudo, em questão, propõe uma experiência educacional cujo objetivo é oferecer uma educação de qualidade que conflua para a formação de um professor  participativo; que crie por meio da pesquisa sua própria metodologia e seja capaz de  problematizar, analisar, criticar e expressar com coerência suas idéias, contribuindo para fortalecer o saldo positivo da globalização, para corrigir os desmandos e a opressão, tendo em vista uma sociedade humana e produtiva. Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwarehttp://www.foxitsoftware.com For evaluation only.   O novo Curso de Pedagogia propõe uma experiência educacional cuja missão é oferecer uma educação de qualidade que possa contribuir para a formação de um  professor participativo; que crie por meio da pesquisa sua própria metodologia e seja capaz de problematizar, analisar, criticar e expressar com coerência suas idéias, contribuindo para fortalecer o saldo positivo da globalização, para corrigir os desmandos e a opressão, tendo em vista uma sociedade humana e produtiva. Esse novo ambiente de aprendizagem, uma vez estabelecida como princípio educativo e  pedagógico, produz a energia espiritual de que se necessita para a criação do projeto, a elaboração e realização do Curso Superior de Pedagogia que tenha seus pilares alicerçados na tecnologia educacional.  Na nova Pedagogia com o uso da web 2.0 , o aluno e professor tornam-se  parceiro do mesmo processo, anulando a distância que os separava. A pesquisa pode ser colocada no centro do fenômeno educativo, e, por sua missão de preparar professores e  pedagogos em contínua formação, estabelece rupturas com um ciclo de atividades e ações metodológicas com base na reprodução e na memorização do conhecimento. Assim, objetiva-se com a nova metodologia expandir a ação docente, à luz das ciências da educação, da pesquisa e das “novas tecnologias”, conjugadas para o aperfeiçoamento da cidadania dos participantes de um novo Curso Superior de Pedagogia. O estudo da web 2.0  como prática pedagógica renovadora no Ensino Superior, mas especificamente no curso de Pedagogia, compreende o processo do conhecimento sócio-cultural, no qual o homem é concebido como sujeito em toda sua plenitude e será trabalhado através de experiências já vivenciadas pelos alunos, em que Paulo Freire e Pedro Demo através de seus princípios, buscam contribuir com a percepção e a necessidade de um novo olhar, crítico e reflexivo, para que garanta ao aluno do curso de Pedagogia reais possibilidades e o estimule à novas buscas. Assim, focaliza-se a análise de dados construídos a partir de pesquisas  bibliográficas baseadas em Pedro Demo, Zabala, Oliveira, Paulo Freire, Moran, assim como outros que se fizeram necessários,sobre a prática do ‘educar pela pesquisa’ aplicada aos componentes curriculares do curso superior de Pedagogia. 2.   A nova Pedagogia com o uso da Web 2. 0 Atualmente, na conjuntura que se encontra a educação brasileira é de fundamental relevância que se busque uma modificação, já que a cada instante se necessita de  profissionais com autonomia e responsabilidade em seu coletivo escolar na intenção da melhoria do pensar e do próprio fazer pedagógico. Com base nesse argumento, o desenvolvimento de uma formação de professores e observadores críticos em seus  processos de elaboração de conhecimento profissional deve ser menos fragmentado e menos tecnicista, aliada a ousadia de questionar, discutir e de propor, com responsabilidade, meios para o exercício profissional que demanda a sociedade contemporânea. A melhor preparação do homem, não é só para atuar no mercado de trabalho, mas, sobretudo para adquirir conhecimentos no sentido de compreender os fatos sociais de seu tempo, e viver no seu ambiente social, contribuir para que ocorram modificações no cenário educacional e que sejam adotadas novas metodologias de ensino. Para tanto, é necessário algumas mudanças profundas nos modelos das Instituições de Ensino Superior de Pedagogia. Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwarehttp://www.foxitsoftware.com For evaluation only.   A tecnologia parece favorecer a modos mais flexíveis de formação da mente, que apanham, entre outros horizontes, o desafio de o aluno ousar avançar com apoio do  professor para encarar novas situações e problemas, construindo, assim, sua autonomia  progressiva. Nesta perspectiva que se inclui a necessidade das novas tecnologias em ambientes de aprendizagem/sala de aula para a motivação da aprendizagem dos alunos. A transferência da teoria para a prática do desenho instrucional de um processo de mudança de práticas pedagógicas com o uso de tecnologias não é fácil nem óbvia e, muitas vezes, as iniciativas de usar os pressupostos do educar pela pesquisa no desenvolvimento de ambientes tecnológicos de ensino-aprendizagem ficam aquém da intenção inicial. Procurando colocá-los em prática, é fundamental incorporar as “novas tecnologias” como característica principal passando para as mãos dos alunos do curso o controle de sua aprendizagem, tornando possível uma interação na qual ele “ensina” à tecnologia mais do que aprende com ela. A oposição entre os papéis ativo e passivo do aluno frente à aprendizagem é insuficiente. Com o conceito de abordagem profunda do educar pela pesquisa, pretende-se dar ênfase à apropriação do educar pela pesquisa aplicada as tecnologias ( Web 2.0 ). Essa perspectiva quer marcar a diferença em relação ao processo tradicional de ensino, no qual o aluno interage com o conteúdo visando apenas à avaliação. Para que o aluno desenvolva uma abordagem profunda à sua aprendizagem, é necessário que ele adquira a consciência do que consiste aprender, etapa que será fundamental no processo de reconstrução do conhecimento, pesquisa e elaboração textual. Em outras palavras, o mais importante é aprender como aprender bem, como construir e refinar novos significados, o alvo do processo educativo passa a ser a habilidade reflexiva da pesquisa e não o de memorização. A produção textual com o uso da internet cria possibilidades para produzir e construir conhecimentos a partir do uso de tecnologias. Para tanto, as diversidades existenciais deverão ser incorporadas ao sistema de representação da leitura e da escrita com interpretações através de textos na web 2.0  e com utilização dos blogs  ou a wikis  como instrumento de publicação. A proposição da educação sem “detê-los” em ambientes de aprendizagem, é um dos principais diferenciais deste estudo. Assim, se por trás do texto tradicional se escondem táticas mil de comando e manipulação, próprias da apropriação dos textos e de seus significados [Manguel 1996], os textos multimodais virtuais parecem escapar ao controle à medida que são plásticos, como uma foto que podemos recortar, ampliar, diminuir, tirar o vermelho dos olhos, editar. A noção de “editar” implica que a linha de força poderia ter mudado de lado: em vez do leitor submisso ao texto, o texto está à disposição do leitor. Através da possibilidade de remix constante e sempre aberto, a habilidade de interpretar com desenvoltura pode aperfeiçoar-se, aprimorando condições de autoria, tomando-se em conta que a autoria de agora já não pretende apropriação do texto, mas interatividade sem peias [Demo 2008a]. Entretanto, o desenvolvimento das atividades de pesquisa devem promover a construção de um coletivo a partir de um levantamento do universo teórico dos grupos de alunos, assim pode-se fazer a escolha de palavras geradoras a partir de pesquisas na internet que possam produzir temáticas para a produção de blogs  e wikis . E isso imprime no futuro práticas dinâmicas que possibilitem a apropriação de novas idéias e  perspectivas de vida. Torna-se, assim, a educação como um processo contínuo de tomada de consciência e de modificação de si próprio e do mundo. Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwarehttp://www.foxitsoftware.com For evaluation only.    Questão importante nesta discussão é a insistência no aproveitamento do conhecimento prévio do aluno, por vezes mal posta. De uma parte, se quisermos partir do aluno, é inevitável começar dele mesmo, do que conhece, do que é, do que deseja... De outra, porém, é tarefa educacional inarredável elevar o aluno, ou seja, este ponto de partida não pode ser de chegada. Se assim fosse, não teria ocorrido aprendizagem, já que aprendizagem estabelece necessariamente um desequilíbrio entre etapas sucessivas (equilibração, linguagem piagetiana) [Freitag 1997]. Para falar em tom mais explícito: é preciso partir da pobreza do aluno, mas não é menos importante sair dela [Demo 2008a]. Os educadores podem utilizar um “laboratório de informática”, no ambiente universitário, para desenvolver suas atividades, a partir do uso da internet e os mecanismos da web 2.0 . Com a escolha de um tema gerado pelos alunos, criar-se-á um texto base para que cada aluno coopere na construção de um texto comum e,  posteriormente, possa publicá-lo em ambientes da web 2.0 . Segundo Demo (2008a): O mundo da autoria é muito díspar, tal qual os respectivos “remix”: há os que são quase plágios ou se enredem em frivolidades marcantes (um exemplo  poderia ser fanfiction), mas há outros de notável densidade, sobressaindo os textos da wikipedia. Por conta desta transparência e abertura, os blogs podem abrigar outras finalidades não menos nobres: i) colocar a público novas idéias e textos, esperando a reação dos leitores (isto pode substituir com vantagem o  procedimento comum de avaliação de textos inter pares); ii) discutir o bem comum num novo tipo de esfera pública virtual, procurando sempre priorizar a autoridade do argumento; iii) manter em debate questões fundamentais da “política” (são exemplo disso os blogs de comentaristas de grandes jornais),  procurando influenciar a “opinião pública”; iv) exercitar movimentos sociais como expressão da cidadania, em nome de objetivos comuns; v) construir textos alternativos, para além do impresso tradicional. Os temas deverão ser trabalhados de forma flexível e reconstruídos dentro da realidade do aluno de forma que provoque curiosidade e estímulo nas atividades de reconstrução do conhecimento, pesquisa e elaboração textual. Paulo Freire (1996 p.30) questiona a importância concreta de discutir com o aluno a realidade em que vivi e a disciplina que se ensina: Por que não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina, a realidade agressiva em que a violência é a constante e a convivência das pessoas é muito maior com a morte do que com a vida? Por que não estabelecer uma “intimidade” entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos? Por que não discutir as implicações políticas e ideológicas de um tal descaso dos dominantes pela áreas pobres da cidade? A ética de classe embutida neste descaso? Porque, dirá um educador reacionariamente pragmático, a escola não tem nada que ver com isso. A escola não é partido. Ela tem que ensinar os conteúdos, transferi-los aos alunos. Aprendidos, estes operam por si mesmos. O importante é ressaltar que um curso de Pedagogia diferenciado busca incentivar a motivação e participação dos estudantes nas atividades de pesquisa  propostas junto com a aplicação da tecnologia em ambientes de aprendizagem/sala de aula. Embora a pesquisa seja uma conquista gradual, é normal que os alunos se sintam  perdidos diante do desafio de liberdade acadêmica que não se resume a metodologias científicas. Deve-se apresentar alternativas para o atendimento das características individuais dos alunos, que são determinadas pelas suas habilidades cognitivas e experiências anteriores apresentadas. Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwarehttp://www.foxitsoftware.com For evaluation only.    Embora seja polêmico pretender igualar informação e conhecimento (diria que informação é matéria prima do conhecimento - este, sendo dinâmica desconstrutiva/reconstrutiva, não pode ser apropriado, armazenado, parado), o mínimo que se pode dizer é que, se soubermos bem usar, a internet pode ser vista como plataforma infinita de pesquisa. Por mais que o plágio nos atormente, bem como as tentativas de privatização da internet, a  potencialidade de mundo sem fim de chances de pesquisa e reconstrução existe e está disponível [DEMO 2008a]. O desenvolvimento dos blogs  e das wikis  devem voltar-se para a motivação constante na atividade do aprender pela pesquisa e o engajamento do aluno na construção individual do seu conhecimento. A vantagem da pesquisa é que não possui limitações de idade ou de grau de conhecimento prévio, sendo assim universal enquanto  prática educativa. Na infância, a criança não necessita saber ler ou escrever para fazer  pesquisa, já que a estes são instrumentos para a produção. Portanto, o ato de pesquisar “é possível a todos, em todas as idades, em todos os níveis de conhecimento por que é  próprio do ser humano se fazer perguntas sobre o mundo e buscar respostas para essas  perguntas” [Oliveira 2004]. O blog , em si, possui características pedagógicas ao favorecer o acompanhamento do processo de produção textual dos autores: como as idéias de diferentes autores se articulam e como são sistematizadas. As ferramentas computacionais têm contribuído para a construção de um novo sentido de colaboração, interatividade e interação que permeiam a autoria coletiva. Para Pierre Lévy (1996 p. 129) “o ciberespaço oferece objetos que rolam entre os grupos, memórias compartilhadas, hipertextos comunitários para a constituição de coletivos inteligentes. A internet é um acelerador de objetos, um virtualizador de virtuais”. O blog  é um meio tecnológico que se utiliza para publicar pensamentos na web 2.0 , instantaneamente, sempre que sentir vontade, assim como deve ser composta por  pequenos parágrafos apresentados de forma cronológica. A etimologia do signo blog  é uma abreviatura de weblog , que quer dizer qualquer registro freqüente de informações que podem ser consideradas um blog . Segundo Demo (2008b): O cultivo da autoria trouxe, ainda, à baila outras dimensões importantes, tais como: a) estilos individuais (blogs, por exemplo) e coletivos (wikis, por exemplo) de autoria, valorizando tanto aportes de cunho pessoal, quanto grupal; b) privilégio a estilos coletivos, desfazendo, até certo ponto, a obsessão pela autoria individualista inspirada no copyright  da propriedade intelectual; o argumento mais procedente é que, não sendo nenhum autor totalmente srcinal, nenhuma idéia poderia, em si, ser apropriada  privadamente; as produções são propriamente um “remix” (Weinberger, 2007), cuja (falta de) qualidade vai desde algo que é mais cópia do que qualquer outra coisa até um texto da wikipedia, considerado, em geral, como meritório;  Na atualidade muitas pessoas têm usado os blogs  como diários pessoais, mas sabe-se que um blog  pode ter qualquer tipo de conteúdo, isso depende para qual finalidade é utilizado, inclusive pode ser usado em ambientes de aprendizagem/sala de aula do Ensino Superior do Curso de Pedagogia para elaboração de textos. Uma das maiores vantagens do blog  é consentir que os usuários postem seu conteúdo sem a necessidade de saber como são construídas páginas na internet, ou seja, sem conhecimento técnico especializado, podendo acrescentar e apagar aquilo que foi  produzido. Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Softwarehttp://www.foxitsoftware.com For evaluation only.
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